O dragão acordou porque percebeu que o poder moderno não se exerce apenas com exércitos. Exerce-se através do comércio, da tecnologia, da energia, da logística, dos minerais críticos, dos portos e da capacidade de criar dependências. A China não precisa de substituir os Estados Unidos para transformar a ordem internacional. Basta-lhe impedir que os Estados Unidos continuem a organizá-la sozinhos. (Miguel Baumgartner J Económico)
Napoleão talvez tivesse razão. O gigante acordou. A diferença é que já não estamos a assistir ao despertar. Estamos a viver as consequências.
Pequim não procura convencer o mundo de que é moralmente superior. Procura demonstrar que é materialmente útil. E, em política internacional, a utilidade é muitas vezes mais convincente do que a virtude.
Talvez seja essa a maior diferença entre a China e o Ocidente. As democracias vivem em ciclos eleitorais. A liderança chinesa pensa em décadas. Podemos e devemos criticar a repressão, a censura e o controlo absoluto do Partido Comunista. Mas não podemos ignorar a consistência estratégica que esse modelo lhe dá. A China não é admirável por ser autoritária. É perigosa porque transformou o autoritarismo em planeamento de longo prazo. (ler texto na íntegra)
Talvez seja essa a maior diferença entre a China e o Ocidente. As democracias vivem em ciclos eleitorais. A liderança chinesa pensa em décadas. Podemos e devemos criticar a repressão, a censura e o controlo absoluto do Partido Comunista. Mas não podemos ignorar a consistência estratégica que esse modelo lhe dá. A China não é admirável por ser autoritária. É perigosa porque transformou o autoritarismo em planeamento de longo prazo. (ler texto na íntegra)









